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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Old & Gold - Sem palavras

Faz uns meses, eu postei aqui a ação do Bernardo e do Miguel sobre o musical Old & Gold. Eles conseguiram e hoje no 3º e último dia de apresentação eu pude conferir. E a verdade é que fiquei sem palavras para descrever o qual maravilhoso foi.
Não vou seguir nada cronológico, e vou evitar falar das músicas. Alguma eu vou ter de falar, já que marcaram. Mas não saber exatamente quais eram, acho que isso tornou tudo mais bonito, mais perfeito e mais especial.

Começando pelo fim, já no lado de fora, fui falar com Miguel. E chamei "Mr Sinatra". Não ele não 'imita' em momento algum 'A Voz'. Miguel tem personalidade ao cantar. Algo único, mas que soa familiar e confortável. Mas é dele, perto do inimitável. É como uma grande paz, uma bela constante nas ondas sonoras. Eu o chamei assim, pelo Show Man que ele provou ser. Pelo poder que com simplicidade ele exerceu sobre o palco. Era difícil desviar o olhar quando ele estava cantando. Você se sente maravilhado com tudo aquilo que está vendo e ouvindo. E com tudo isso também o que está sentindo. Mas eu acho que também o chamei assim como uma tentativa de demonstrar o quanto eu fiquei maravilhado com tudo.

Como disse Miguel é Miguel em 97,5% do show. Os 2,5% restante são uma pequena homenagem em La Vie En Rose que do começo ao fim me fez DE VERDADE ficar de boca aberta. Entendam eu sou meio metido a cantar, sei das minhas limitações, mesmo já tendo sido elogiado pelo próprio Mr. Toscano de quem estamos rasgando seda (com merecimento). Mas se tem uma coisa que tenho fascínio pela dificuldade inclusive minha de pronunciar qualquer frase ou palavra, são as músicas em francês. Lindas, suavidade apaixonante e ele passa isso. E a pequena homenagem, eu prefiro não comentar pra não estragar caso aqueles que estão lendo tenham o prazer que eu tive ao assistir.

Outro momento que tenho de falar é quando ele cantou Summertime. Eu já ouvi algumas versões dela. E nenhuma ficou tão bela, tão emocionante, tão perfeita quanto a de Miguel. Foi divina. Eu posso ser massacrado por isso, mas Janis Joplin não conseguiu me passar o que ele passou.

Mas a peça em si? Ela é tocante. Me limitarei a dizer que ela faz uma pergunta sobre o amor, e com uma sutiliza que acho que nunca vi, vai nos dando as respostas pela emoção das músicas. A resposta a pergunta que é feita, é você quem deve responder.

A grandiosidade me faz ter de falar de Dugin. Desculpem eu passei uma vida o chamando assim, é complicado o chamar só de Bernardo. Eu conheço a figura. E da pra perceber o toque meio megalomaníaco dele, que é algo que faz você esquecer onde você mesmo está. Não entendeu? Bom alguns momentos perdido entre projeções e músicas eu esquecia que estava no teatro. Eu me sentia dentro da situação. Eu sentia como se estivesse completamente sozinho. Isso só era levemente levado embora quando eu me juntava ao teatro lotado para aplaudir cada música. As luzes as cores, os movimentos. Ele sabe tudo o que está fazendo. Muito orgulho de ter divido o palco e ter sido aluno dele.

Banda, orquestra e coral ao vivo. Acho que isso contribuiu pra me sentir tão vivo, tão dentro de todo o espetáculo. Mas eu preciso citar um conhecido: Victor Ludolf tocando aquele mesmo violão que ele nos ajudou a carregar pra contar as músicas e a literatura de Tom Jobim. Ele é simplesmente fantástico.

Ainda tem um revival de um momento que talvez só alguns saibam, mas acredito que grande maioria conhecia. Um momento de curtir mesmo. 60's rules.

No mais fica o prazer de ter estado lá, visto esse verdadeiro show, espetáculo, obra de arte.
Fica o pedido pra se lançarem CD, DVD, BluRay... Vale muito a pena.

Mas o que eu espero é que eu tenha passado o que na frente dos meus dois amigos eu não encontrei palavras para descrever o quão foi incrível esse momento lindo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Old & Gold !!!

Bom pessoal, venho aqui escrever hoje pra falar de um projeto do meus amigos Bernardo Dugin (você já deve ter visto eu falando dele aqui uma vez ou outra xD) e do Miguel Toscano (que canta um absurdo, que vocês [até darem o play no video abaixo] não fazem ideia!).

É um projeto de um musical chamado Old & Gold que eu fiquei bobo, morrendo de vontade de assistir. Deem uma olhada:


Então pra esse show acontecer eles então fazendo aquilo que se é possível para arrecadar dinheiro através de um financiamento coletivo. E você pode ajudar. Em cada faixa de valor doado você recebe um 'brinde' que vai desde 'Agradecimento no programa do espetáculo e 50% de desconto na compra de um ingresso' até 'Quatro convites para o musical (temporada de Setembro, Nova Friburgo - RJ), imã, caneca, camisa OLD & GOLD, foto autografada com o cantor Miguel Toscano, visita ao camarim, música dedicada no espetáculo, jantar com a equipe OLD & GOLD e pocket show de de 20 minutos (Miguel, piano e violão) em seu evento (Se for empresa, logomarca de "EMPRESA apresenta" em todo o material de divulgação do espetáculo, cota de convites e pocket show)'. Sem contar que caso (infelizmente) eles não alcancem a meta, você recebe seu dinheiro de volta. Mas a gente QUER VER esse espetáculo!

Então o que você está esperando? Colabore! As faixas de 'brinde' por contribuição estão no site para doação:  http://catarse.me/pt/projects/681-old-gold

Como não temos patrocínio, mas temos sonhos e uma equipe de primeira, precisamos do seu apoio para que nosso projeto saia 100% como o planejado.
E olha que não é pouca coisa não!
OLD & GOLD é um show com os melhores clássicos da música mundial: Beatles, Elvis, Frank Sinatra, Judy Garland, Tonny Bennett, Tom Jobim, entre outros.
São mais de 50 artistas friburguenses envolvidos no projeto, entre músicos, bailarinos, cantores e equipe.
Imagina…
A estreia é prevista para setembro no Teatro Municipal de Nova Friburgo e promete surpreender o público com projeções gráficas, coral, Big Band, maestro e um repertório que encanta gerações.
Os ensaios já começaram e estão bons demais!
Contamos com a sua contribuição!
Nos vemos na estreia, hein?!
Grande abraço,
equipe OLD & GOLD.
Contato: (22) 9836-8586 / (21) 7861-3582 / bernardodugin@yahoo.com.br
ESTE PROJETO SÓ SERÁ FINANCIADO SE PELO MENOS R$ 13.200 FOREM ATINGIDOS ATÉ 13/07/2012

CONTRIBUA AQUI! 

domingo, 6 de junho de 2010

The Music Never Ends...

Como eu poderia, visto tudo o que passou em mim, deixar de amar você?
Eu não saberia explicar como todo sentimento que habita cada parte do meu corpo teria desaparecido.
Nunca acaba.

Talvez eu realmente não queira. Por isso não acaba.

É, é por isso mesmo.

É minha inspiração que vem dessa dor maldita. A culpa é sua! Sua, pela dor que eu estou sentindo! Sua, pela sua pele macia, que me encanta o toque suave como a seda; seus olhos de brilho cintilante; seu sorriso de menina criança mulher sempre marcante. O teor da sua voz, que é capaz de me comandar como um brinquedo, mas que não sabe desse poder.

Traiçoeiro meu coração me confunde mais. Quando peço a ajuda, a cabeça, que não aguenta mais sofrer, que quer um fim, fim que o coração estúpido vagabundo não quer, que quer rastejar aos seus pés mesmo que pareça o fim, e na verdade é... Mas a cabeça, sim ela, não aceita ajuda, para que mudar por um amor?, ela me pergunta. E eu não sei responder.

A culpa é minha. Minha, porque não tento me desvencilhar desse amor. Minha, porque te exalto, te amo, te louvo mais do que qualquer outro homem são faria. Minha, por ter sentidos tão fracos que explodem de dor longe, e de alivio perto de você. A culpa é minha enfim pela minha existência tão questionada por mim mesmo. Minha cabeça não tem a resposta. E meu coração traiçoeiro, vagabundo e muito astuto diz que a razão é você.

Do que adianta eu escrever? Do que adianta você ler? Te toca o que eu escrevo? Se sim por que não faz nada? Tem medo de mim? Chance é a palavra chave que quero que deixe de ser palavra, e se torne ação.

09/12/09 - 01:37
______________________________

How do you keep the music playing?

How do you keep the music playing?
How do you make it last?
How do you keep the song from fading too fast?
How do you lose yourself to someone?
And never lose your ways
How do you not run out of new things to say?
And since we're always changing
How can it be the same?
And tell me how year after year
You're sure your heart will fall apart
Each time you hear his name
I know the way I feel for you
It's now or never
The more I love the more that i'm afraid
That in your eyes I may not see forever..
Forever...

If we can be the best of lovers
Yet be the best of friends
If we can try with everyday to make it better as it grows
With any luck, then I suppose
The music never ends

I know the way I feel for you
It's now or never!
The more I love the more that I'm afraid
That in your eyes I may not see forever
Forever...
If we can be the best of lovers
Yet be the best of friends
If we can try with everyday to make it better as it grows
With any luck, then I suppose
The music never ends

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Você Vai Ser Minha Canção...

Eu sei que quando houver silencio,
quando não puder ouvir nem minha respiração,
eu vou sentir medo.
Se as melodias que eu quero cantar
eu não contar, nem encontrar, para você...
E tudo está fora do seu ritmo...

E eu tenho momentos que nem sei o que canto.
Canto sons que nunca cantei.
E eu estou perdido.
Eu preciso de alguma coisa diferente.
Nada do que já ouvi...

Eu nunca encontrei as palavras certas...
Tudo o que eu preciso dizer pra você...
E com isso eu me perco nas canções, melodias, acordes...
Me perco em você...

Eu quero você...
Você é tudo, e....
Você vai ser a minha canção, eu sei...
Sabe por que?
Eu não vou poder viver, sabendo que estou errado.
Eu não vou poder viver sem a minha canção.

Diego Bachini Lima - 21/05/2010 - 22:22
poema inspirado no tema da, e na música You Will Be My Music de Joe Raposo

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

The Show Has Ended (O Show Já Terminou) - Tony, Roberto e Frank


+

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O Show Já Terminou, da dupla Roberto e Erasmo, esconde uma historinha particular só agora revelada por RC: - “Eu sou fã incondicional de Tony Bennett — quando eu fiz essa música, eu já imaginei inclusive a versão dela em inglês com o Tony Bennett cantando.., e comecei a fazer a música especialmente para ele — é lógico que depois eu a cantei do meu jeito... mas ela começou de uma idéia pensada na voz de Tony, que é na minha opinião o maior cantor do mundo”. - LP San Remo 1968 - 1976 - Texto na contra-capa
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A idéia do rei-palhaço foi de Ronaldo Bôscoli, que, inspirando-se numa capa de disco de Frank Sinatra (em que estava maquiado como um palhaço) apresentou a proposta ao amigo, Miéle, que tinha consciência de que, caso aquilo não desse certo, seria o fim de suas carreiras. Roberto não aceitou de imediato a proposta, ficando de pensar melhor no assunto. Nesse processo de convencimento do artista, os produtores ganharam uma aliada importante: a mãe de Roberto Carlos, dona Laura. Ela se revelou profundamente comovida com a ideia de o filho se maquiar de palhaço em cena e defendeu isso em casa. "Desde criança, fui fascinada por palhaços. Era a minha fantasia preferida quando menina", justifica. Embora forte, esse apoio não garantia por si só que o cantor se deixaria convencer. Então, prestes a estrear a temporada, Roberto aceitou a proposta. - Adaptado da Matéria: O Meu Coração É Como Um Palco - 'Show do Palhaço' - Blog Roberto Carlos Braga
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O show já terminou
Vamos voltar à realidade
Não precisamos mais
Usar aquela maquiagem
Que escondeu do nós
Uma verdade que insistimos em não ver

Não adianta mais
Chorar o amor que já tivemos
Existe em nosso olhar
Alguma coisa que não vemos
E nas palavras
Existe sempre alguma coisa sem dizer

E é bem melhor que seja assim
Você sabe tanto quanto eu
No nosso caso felicidade começa
num adeus

Me abrace sem chorar
Sem lenço branco na partida
Eu também vou tentar
Sorrir em nossa despedida
Não fale agora
Não há mais nada
O nosso show já terminou

The Show Has Ended

The Show Has Ended
Come back to reality
We do not need more
Use makeup that
That we hid the
A fact that we insist not see

No use more
Cry the love we had
There is in our eyes
Something that we see
And in the words
There is always something without saying

It is better to be well
You know as much as I
In our case happiness begins
a farewell

Hug me without crying
Without white handkerchief in the departure
I also I will try
Smile at our farewell
Do not talk now
There is nothing
Our show has ended

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Amor e Amizade... (Can't We Be Friends?)

Dia 20 de julho foi dia do amigo. Isso me fez lembrar de algumas coisas sobre amizade. Os meus amigos principalmente. Mas me fez pensar em Amor e Amizade... Já estava com vontade de escrever sobre isso, esse post já estava em construção, mas estava meio empacado... Eu estava um dia refletindo sobre se apaixonar por uma amiga...

Não existe nada mais doloroso do que se apaixonar por uma amiga. Se tem medo de contar e perder a amizade. Mas com isso dói ter que ficar guardando o sentimento dentro do peito. E se ela falar que nada vai mudar, que ela só quer amizade, com certeza pra quem está amando nunca mais vai ser igual.

Cada momento perto da pessoa vai ser como um alcolatra perto de uma bebida... Tão próxima e tão distante... A diferença é que o alcolatra não deve beber. Já o apaixonado não consegue deixar de sentir, de certa forma não é culpa dele. Não é a conciencia dele...

O terrível é que talvez por ironia o amor só consegue ser apagado, quando se apaixona-se por outra pessoa. Pode levar tempo. E isso mata aos poucos...

Não é possível saber o que é pior se é ela termina e diz para ser apenas amigos, ou uma amiga que nunca dará uma chance para o amigo... (e vice-versa)

Separei uma música falando disso...

Can't We Be Friends?

I took each word she said as gospel truth the way a silly little child would.
I can't excuse it on the grounds of youth,
I was no babe in the wild, wild wood.
She didn't mean it,
I should have seen it,
but now it's too late.

I thought I'd found the girl of my dreams,
now it seems,
this is how the story ends:
She's gonna turn me down and say,
"Can't we be friends?"
I thought for once it couldn't go wrong,
not for long,
I can see the way this ends:
She's gonna turn me down and say,
"Can't we be friends?"
Why should I care though she gave me the air,
Why should I cry,
heave a sigh,
and wonder why,
and wonder why?
I thought I found the gal I could trust,
watta bust, this is how the story ends:
She's gonna turn me down and say,
"Can't we be just friends?"

sábado, 18 de julho de 2009

Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim - Sinatra & Company - SinatraJobim - Sinatra-Jobim sessions - Duets II

FRANCIS ALBERT SINATRA & ANTONIO CARLOS JOBIM - 1967
Enquanto tomava chope com amigos no mesmo bar celebrizado por “Garota de Ipanema”, Tom Jobim recebeu o mais surpreendente telefonema de sua vida. Do outro lado da linha, ninguém menos que Frank Sinatra. “The Voice” queria gravar um disco só com músicas de Tom, que topou na hora. Foi uma conversa curta:
"Quero fazer um disco com você e saber se você gosta da idéia", perguntou Sinatra ao telefone. "É uma honra", respondeu Tom. O cantor sugeriu que Tom tocasse violão. Apesar de não gostar da idéia, Tom aceitou. Mas também fez um pedido-um baterista brasileiro (Dom Um Romão)-prontamente aceito pelo cantor, que ponderou: "Não tenho tempo para aprender canções novas e detesto ensaiar. Vamos ficar com as mais conhecidas-os clássicos".
Quando se recuperou da surpresa, Tom lembrou-se da esnobada que um editor nova-iorquino lhe dera três anos antes, envolvendo indiretamente a figura de Sinatra:
Em 1963, Tom procurou um agente em Nova York e reclamou com ele da má qualidade das versões americanas de suas músicas. "Como é que o Frank Sinatra vai gravar minhas músicas com essas letras?", ponderou Tom. "E quem é que disse que o Frank Sinatra vai gravar suas músicas", replicou o agente, com um debochado sorriso nos lábios.
Em janeiro de 1967 hospedou-se no Sunset Marquis de Los Angeles para dar início ao trabalho, afinal adiado porque Sinatra refugiara-se em Barbados para esquecer mais uma desavença conjugal com Mia Farrow. Enquanto esperava, repassou todos os arranjos com Ogerman, compôs mais duas músicas (“Wave” e “Triste”) e quase morreu de tédio:
Enquanto esperava um sinal de Sinatra, Tom escreveu várias cartas a Vinícius. Numa delas autodefiniu-se como "um infeliz paralisado num quarto de hotel, esperando o chamado para a gravação, naquela astenia física que precede os grandes acontecimentos, vendo televisão sem parar e cheio de barrigose". E assinava: "Astênio Claustro Fobim".
As gravações de “Albert Francis Sinatra & Antonio Carlos Jobim” começaram às 20h do dia 30, no Studio One da Warner Western Sound, em Sunset Strip. Por precaução, Sinatra gravou primeiro duas das três canções americanas incluídas no repertório, “Baubles, Bangles and Beads” e “I Concentrate on You”, com as quais só não tinha intimidade em ritmo de Bossa Nova. A primeira de Tom que ele encarou foi “Dindi”, seguida de “Change Partners”. A última faixa da noite foi “Inútil Paisagem”. Apesar do natural nervosismo do brasileiro, a sessão transcorreu num clima de extrema afabilidade. Nas duas noites seguintes não seria diferente.
A crítica americana elegeu o encontro de Sinatra e Jobim o álbum do ano. Nas vendas perdeu apenas para “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”
, dos Beatles. Um segundo disco com os dois seria gravado dois anos depois, com o título de “Sinatra & Company”, com arranjos de Eumir Deodato. Àquela altura, Tom e o cantor já haviam se tornado amigos. Quando dos preparativos de um especial sobre Sinatra, A Man and His Music, co-estrelado por Ella Fitzgerald, para a rede de televisão NBC, em setembro de 1967, Francis Albert não se esqueceu de convidar Antonio Carlos. Sinatra, aliás, abriu o programa cantando “Corcovado”.

Sinatra&Company - 1971 (1969 - 1971)
O segundo encontro musical de Frank Sinatra e Tom Jobim, foi gravado em 1969 mas só lançado em 1971, não repetiu o mesmo sucesso do primeiro. "Quase não ensaiamos; por isso o segundo disco não ficou tão bom", avaliou Tom, que apesar de tudo gostava do disco. Com arranjos de Eumir Deodato e regência de Morris Stoloff (conhecido compositor e arranjador de trilhas sonoras da Columbia Pictures), teria, a princípio, dez das 104 músicas que Tom prometera apresentar ao cantor:
  1. Drinking Water (Água de Beber)
  2. Someone To Light Up My Life (Se Todos Fossem Iguais a Você)
  3. Triste
  4. Don't Ever Go Away (Por Causa de Você)
  5. This Happy Madness (Estrada Branca)
  6. Wave
  7. One Note Samba (Samba de Uma Nota Só)
  8. Off Key (Desafinado)
  9. Bonita
  10. Song Of The Sabia (Sabiá)
Mas só as sete primeiras saíram, afinal, no mesmo LP, a que deram o título de Sinatra & Company. Nunca se soube, com absoluta clareza, o que levou a Reprise a agrupar sete faixas de Sinatra e Tom no lado A, descartar três, e reservar todo o lado B para sete canções americanas, com arranjos de Don Costa. A hipótese mais aceita é de que o cantor não ficou satisfeito com o rendimento de sua voz em duas ou três faixas e não dispunha de tempo (e, talvez, paciência) para regravá-las.

Em suas pesquisas para o livro The Song is You, Will Friedwald descobriu que Sinatra cismara com a capa original do disco, em que aparecia encostado num velho ônibus Greyhound, e, acima de tudo, com o resultado de Desafinado, que, segundo o cantor, cantado em dupla com outro homem e não sendo um dueto cômico, como os que fizera com Gene Kelly, em Marujos do Amor (Anchors Aweigh), e Bing Crosby, em Alta Sociedade (High Society), poderia soar homoerótico a alguns ouvidos. Bonita (que o trombonista Milt Bernhart, que participou da gravação, considera uma das mais belas interpretações de Sinatra) só foi lançada num single, nos Estados Unidos, e Song of the Sabia saiu apenas na Itália.


SinatraJobim - 1969
  1. Song Of The Sabia (Sabiá)
  2. Bonita
  3. Drinking Water (Água de Beber)
  4. One Note Samba (Samba de Uma Nota Só)
  5. Don't Ever Go Away (Por Causa de Você)
  6. Someone To Light Up My Life (Se Todos Fossem Iguais a Você)
  7. Triste
  8. Wave
  9. This Happy Madness (Estrada Branca)
  10. Off Key (Desafinado)

Sinatra-Jobim sessions - 1979
Drinking Again
Manhã de Carnaval - A Day in the Life of a Fool

O Disco Sinatra-Jobim sessions tem também duas músicas 'novas' entre Tom e Frank:
Drinking Again e Manhã de Carnaval - A Day in the Life of a Fool. O disco não conta com Off Key (Desafinado).

Duets II - 1994

Em maio Tom daria em Jerusalém, seu último espetáculo, passando os quatro meses seguintes no Rio, onde preferiu gravar a faixa (“Fly Me To the Moon”) que lhe coube no segundo disco de duetos de Frank Sinatra, “Duets II”. Em 15 de setembro, três dias após gravar sua parte no dueto com Sinatra, viajou até Nova York para submeter-se a uma angioplastia e avaliar o grau de comprometimento de seu sistema circulatório. Por motivos de saúde, cancelou uma gravação que agendara com Joe Henderson. Receosa de não conseguir sua presença no lançamento de um projeto que reunia um livro sobre a Mata Atlântica, com texto de Tom e 50 fotos de Ana Jobim, e um vídeo, “Mata Atlântica—Visão do Paraíso”, produzido por Walter Salles Jr. e dirigido por Flávio Tambellini, a editora Index adiou tudo para junho do ano seguinte. Num dos vários exames a que Tom se submeteu, detectaram um tumor maligno em sua bexiga—e uma cirurgia foi marcada para o dia 6 de dezembro, no Mount Sinai Medical Center. No dia 8, enquanto convalescia da cirurgia, teve uma parada cardíaca, às 8h. A segunda, duas horas depois, provocada por uma embolia pulmonar, lhe seria fatal.

Seu corpo desembarcou no Rio no dia 9 e foi velado no Jardim Botânico, dali seguindo para o cemitério de São João Batista, após desfilar em cortejo pela cidade que ele tanto amou e cantou em suas canções.

Adaptado - http://www2.uol.com.br/tomjobim/biografia.htm

Quando se ouve os dois primeiros trabalhos de Frank Sinatra e Tom Jobim, o que fica evidente é: a qualidade de Sinatra como interprete, a de Tom como guitarrista (afinal o violão é guitarra clássica no resto do mundo), e o inglês cariôques de Jobim. Não é ruim, apenas fica claro o 'tom' carioca no inglês de músicas como Off-Key.

Mas quando vamos ouvir Fly Me To The Moon no Duets II, 35 anos depois da última gravação entre os dois, fica dificíl (para não dizer quase impossível) dizer quem é Sinatra e quem é Jobim na música. Apenas no final é possível perceber a diferença, e mesmo assim muito sutil. Depois de ouvir muitas (muitas mesmo) vezes, até é possível às vezes diferenciar um do outro. O que da pra perceber é que Sinatra aos 79 anos ainda cantava como Sinatra (em estúdio, porque no seu último grande show, era visível seu cansaço). E Tom aos 67, cantava tão bem quanto 'The Voice'... Irônico pouco depois ele ter partido...

Drinking Water
Composição: Antonio Carlos Jobim / Vinícius de Moraes / Norman Gimbel

Your love is rain my heart the flower
I need your love or I will die
My very life is in your power
Will I wither and fade or bloom to the sky

Água de beber
Give the flower water to drink
Água de beber
Give the flower water to drink

The rain can fall on distant deserts
The rain can fall upon the sea
The rain can fall upon the flower
Since the rain has to fall let it fall on me

Água de beber
Água de beber camará
Água de beber
Água de beber camará

sábado, 18 de abril de 2009

My Way (Comme d'habitude)


"My Way (Claude François/Jacques Revaux/Paul Anka) é o título em inglês da canção francesa Comme d'habitude, que foi lançada pela primeira vez pelo autor, Claude François, em 1967, na França. Em 1968, Frank Sinatra lançou sua versão em língua inglesa, adaptada por Paul Anka e que virou um de seus maiores clássicos. É uma das músicas populares mais gravadas da história. A versão em inglês manteve somente a melodia, pois o texto é completamente diferente do da versão francesa original."



A primeira vez que eu ouvi My Way, foi na última gravação de Frank Sinatra, com Luciano Pavarotti, lançada no disco do show dos 80 anos de Sinatra em 1995. Foi mais pela curiosidade de ouvir duas super vozes cantando a mesma música, do que pela música mesmo... Mas acho que de início não me chamou atenção (assim como You Will Be My Music). Mas tenho sempre curiosidade de ler a letra em português, grandes músicas tem letras muito ruins ou muito boas, mas quase nunca da pra saber ouvindo pela primeira vez em inglês... E ao ler a tradução de My Way, percebi a grandiosidade da letra de Paul Anka (o mesmo que fez Diana, que Carlos Gonzaga gravou em português).

O que mais me chamou a atenção foi o final: "The record shows I took the blows, and did it my way..." Os registros mostram que eu recebi as desgraças e fiz do meu jeito... Uma letra que tem a cara de quem já viveu muito, e que está no fim (como ela mesma retrata no início 'The end is near'). Sinatra porém não estava no fim exatamente... Passou por diversas crises, mas morreu 30 anos depois de gravar essa música, que foi a última gravação a aparecer em um cd dele (exatamente a que eu ouvi pela primeira vez).

Dois anos depois em 1997, foi lançada uma compilação de nome My Way: The Best Of Frank Sinatra cuja capa abre esse post, e a parte de trás você pode ver a seguir:
Paul Anka fez My Way para Frank Sinatra. Isso você não vai encontrar na Wikipédia. Não a em português, mas na em inglês sim. Ele pensou em algo do tipo: Se Frank escreve-se essa canção, o que ele diria. Ele utilizou palavras que não eram próprias dele para que ficasse maneira como Sinatra falava. Estranho, porque já li que Sinatra gravou My Way por causa da melodia, não por causa da letra, que ele não gostou. A gravadora de Anka reclamou por ele não querer gravar a música e ele respondeu: "'Ei, eu posso escrever isto, mas eu não sou o cara para cantá-la'. Foi por Frank e ninguém mais.' Isso ficou claro em um dueto póstumo com Sinatra que você pode ver abaixo

Anka em algumas gravações (como essa ai de cima) mudou muito a ordem e as vezes até a letra das estrofes. Em um outro dueto, com Julio Iglesias, Anka transforma a parte que ele canta em inglês quase um 'Us Way' (Nosso Jeito), enquanto Julio cantava
A Mi Manera em uma versão um pouco diferente da 'oficial' em espanhol.

Sinatra também mudava bastante, mas em gravações Ao vivo foram alguns erros, e em estúdio adaptações de acordo com a sua maturidade. Uma delas fez a música ficar ainda mais bonita com o acréssimo de apenas uma palavra: all.
The record shows I took all the blow... Todas as desgraças... dava um tom ainda mais profundo a letra toda...

Elvis Presley também gravou (e mudou partes da letra ['To say the words' em vez de 'To say the things']) tanto ao vivo, quanto em estúdio. Esta última, demorou 24 anos para ser apresentada ao público. Existem as versões ao vivo do show do Hawaii que foi lançada no disco ao vivo em 1973 (Aloha from Hawaii) e outra lançada em 1977 em um compacto simples com America The Beautiful no "lado B", não se esquecendo da do disco Elvis in Concert, a última apresentação de Elvis em 1977.

Falei de versões em espanhol, e também existe em italiano, com o mesmo nome da em espanhol (A Mi Manera) e cantando o final em inglês... Em português não existe versão... Estou até tentando fazer uma...

Sinatra em 20/12/1994 no Japão cantou My Way, em uma das ultimas apresentações ao vivo da música... Mas o vídeo foi retirado... Caso alguém o coloque, ele vai aparecer por aqui ;). Por isso fique atento, esse texto pode aumentar a qualquer momento.

A seguir a letra (original) de My Way

And now, the end is near;
And so I face the final curtain.
My friend, Ill say it clear,
Ill state my case, of which Im certain.

Ive lived a life thats full.
Ive traveled each and evry highway;
And more, much more than this,
I did it my way.

Regrets, Ive had a few;
But then again, too few to mention.
I did what I had to do
And saw it through without exemption.

I planned each charted course;
Each careful step along the byway,
But more, much more than this,
I did it my way.

Yes, there were times, Im sure you knew
When I bit off more than I could chew.
But through it all, when there was doubt,
I ate it up and spit it out.
I faced it all and I stood tall;
And did it my way.

Ive loved, Ive laughed and cried.
Ive had my fill; my share of losing.
And now, as tears subside,
I find it all so amusing.

To think I did all that;
And may I say - not in a shy way,
No, oh no not me,
I did it my way.

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught.
To say the things he truly feels;
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows -
And did it my way!