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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Old & Gold - Sem palavras

Faz uns meses, eu postei aqui a ação do Bernardo e do Miguel sobre o musical Old & Gold. Eles conseguiram e hoje no 3º e último dia de apresentação eu pude conferir. E a verdade é que fiquei sem palavras para descrever o qual maravilhoso foi.
Não vou seguir nada cronológico, e vou evitar falar das músicas. Alguma eu vou ter de falar, já que marcaram. Mas não saber exatamente quais eram, acho que isso tornou tudo mais bonito, mais perfeito e mais especial.

Começando pelo fim, já no lado de fora, fui falar com Miguel. E chamei "Mr Sinatra". Não ele não 'imita' em momento algum 'A Voz'. Miguel tem personalidade ao cantar. Algo único, mas que soa familiar e confortável. Mas é dele, perto do inimitável. É como uma grande paz, uma bela constante nas ondas sonoras. Eu o chamei assim, pelo Show Man que ele provou ser. Pelo poder que com simplicidade ele exerceu sobre o palco. Era difícil desviar o olhar quando ele estava cantando. Você se sente maravilhado com tudo aquilo que está vendo e ouvindo. E com tudo isso também o que está sentindo. Mas eu acho que também o chamei assim como uma tentativa de demonstrar o quanto eu fiquei maravilhado com tudo.

Como disse Miguel é Miguel em 97,5% do show. Os 2,5% restante são uma pequena homenagem em La Vie En Rose que do começo ao fim me fez DE VERDADE ficar de boca aberta. Entendam eu sou meio metido a cantar, sei das minhas limitações, mesmo já tendo sido elogiado pelo próprio Mr. Toscano de quem estamos rasgando seda (com merecimento). Mas se tem uma coisa que tenho fascínio pela dificuldade inclusive minha de pronunciar qualquer frase ou palavra, são as músicas em francês. Lindas, suavidade apaixonante e ele passa isso. E a pequena homenagem, eu prefiro não comentar pra não estragar caso aqueles que estão lendo tenham o prazer que eu tive ao assistir.

Outro momento que tenho de falar é quando ele cantou Summertime. Eu já ouvi algumas versões dela. E nenhuma ficou tão bela, tão emocionante, tão perfeita quanto a de Miguel. Foi divina. Eu posso ser massacrado por isso, mas Janis Joplin não conseguiu me passar o que ele passou.

Mas a peça em si? Ela é tocante. Me limitarei a dizer que ela faz uma pergunta sobre o amor, e com uma sutiliza que acho que nunca vi, vai nos dando as respostas pela emoção das músicas. A resposta a pergunta que é feita, é você quem deve responder.

A grandiosidade me faz ter de falar de Dugin. Desculpem eu passei uma vida o chamando assim, é complicado o chamar só de Bernardo. Eu conheço a figura. E da pra perceber o toque meio megalomaníaco dele, que é algo que faz você esquecer onde você mesmo está. Não entendeu? Bom alguns momentos perdido entre projeções e músicas eu esquecia que estava no teatro. Eu me sentia dentro da situação. Eu sentia como se estivesse completamente sozinho. Isso só era levemente levado embora quando eu me juntava ao teatro lotado para aplaudir cada música. As luzes as cores, os movimentos. Ele sabe tudo o que está fazendo. Muito orgulho de ter divido o palco e ter sido aluno dele.

Banda, orquestra e coral ao vivo. Acho que isso contribuiu pra me sentir tão vivo, tão dentro de todo o espetáculo. Mas eu preciso citar um conhecido: Victor Ludolf tocando aquele mesmo violão que ele nos ajudou a carregar pra contar as músicas e a literatura de Tom Jobim. Ele é simplesmente fantástico.

Ainda tem um revival de um momento que talvez só alguns saibam, mas acredito que grande maioria conhecia. Um momento de curtir mesmo. 60's rules.

No mais fica o prazer de ter estado lá, visto esse verdadeiro show, espetáculo, obra de arte.
Fica o pedido pra se lançarem CD, DVD, BluRay... Vale muito a pena.

Mas o que eu espero é que eu tenha passado o que na frente dos meus dois amigos eu não encontrei palavras para descrever o quão foi incrível esse momento lindo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Old & Gold !!!

Bom pessoal, venho aqui escrever hoje pra falar de um projeto do meus amigos Bernardo Dugin (você já deve ter visto eu falando dele aqui uma vez ou outra xD) e do Miguel Toscano (que canta um absurdo, que vocês [até darem o play no video abaixo] não fazem ideia!).

É um projeto de um musical chamado Old & Gold que eu fiquei bobo, morrendo de vontade de assistir. Deem uma olhada:


Então pra esse show acontecer eles então fazendo aquilo que se é possível para arrecadar dinheiro através de um financiamento coletivo. E você pode ajudar. Em cada faixa de valor doado você recebe um 'brinde' que vai desde 'Agradecimento no programa do espetáculo e 50% de desconto na compra de um ingresso' até 'Quatro convites para o musical (temporada de Setembro, Nova Friburgo - RJ), imã, caneca, camisa OLD & GOLD, foto autografada com o cantor Miguel Toscano, visita ao camarim, música dedicada no espetáculo, jantar com a equipe OLD & GOLD e pocket show de de 20 minutos (Miguel, piano e violão) em seu evento (Se for empresa, logomarca de "EMPRESA apresenta" em todo o material de divulgação do espetáculo, cota de convites e pocket show)'. Sem contar que caso (infelizmente) eles não alcancem a meta, você recebe seu dinheiro de volta. Mas a gente QUER VER esse espetáculo!

Então o que você está esperando? Colabore! As faixas de 'brinde' por contribuição estão no site para doação:  http://catarse.me/pt/projects/681-old-gold

Como não temos patrocínio, mas temos sonhos e uma equipe de primeira, precisamos do seu apoio para que nosso projeto saia 100% como o planejado.
E olha que não é pouca coisa não!
OLD & GOLD é um show com os melhores clássicos da música mundial: Beatles, Elvis, Frank Sinatra, Judy Garland, Tonny Bennett, Tom Jobim, entre outros.
São mais de 50 artistas friburguenses envolvidos no projeto, entre músicos, bailarinos, cantores e equipe.
Imagina…
A estreia é prevista para setembro no Teatro Municipal de Nova Friburgo e promete surpreender o público com projeções gráficas, coral, Big Band, maestro e um repertório que encanta gerações.
Os ensaios já começaram e estão bons demais!
Contamos com a sua contribuição!
Nos vemos na estreia, hein?!
Grande abraço,
equipe OLD & GOLD.
Contato: (22) 9836-8586 / (21) 7861-3582 / bernardodugin@yahoo.com.br
ESTE PROJETO SÓ SERÁ FINANCIADO SE PELO MENOS R$ 13.200 FOREM ATINGIDOS ATÉ 13/07/2012

CONTRIBUA AQUI! 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Moça, olha...

Moça, olha, não me olha assim.
Eu tenho tanto que pensar e seu olhar me desconcentra.
Eu não quero perder a sensatez.
Mas não tem como não se perder nos olhos.

Moça, olha, não sorri assim.
Seu sorriso de menina simples, foge do rosto e me quer pegar.
Eu quero beijar, mas não posso não devo.
Sejamos sinceros, lábios finos, belos demais.
Não podem encostar em bocas banais como a minha.

Olha eu sei que você quase nunca acredita.
Mas eu sei, moça você é tão bonita.
Faz o mais rude dos homens chorar...
É só o olhar...

Não é possível, que tanta beleza estivesse escondida.
Eu procurei tanto nessa minha vida...
Mas nunca encontrei uma joia tão perfeita...

Você não entende, não aceita e por isso olha...
Olha o espelho e não vê o que vejo.
Não vê que o mundo inteiro deseja...
Deseja olhar, contemplar, e principalmente...

Te Amar.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Outra Vez - Voz e Violão



Você foi...
O maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci

Você foi...
Dos amores que eu tive
O mais complicado
E o mais simples pra mim

Você foi...
O melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu

E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez.

Você foi...
A mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu

Você foi...
O caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...

Me esqueci!
De tentar te esquecer
Resolvi!
Te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder...

Ah!
Você foi!
Toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem
Você foi!
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer...

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez....


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

60, O Musical

60, O Musical - Um Presente ao Passado Brilhante

Duas Barras Ind. de Moto Peças APRESENTA

"60, O MUSICAL - Um Presente ao Passado Brilhante"

Mais de 30 profissionais da área artística friburguense reunidos num único projeto

Dias 18, 19 e 20 de Setembro no Teatro Municipal Ariano Suassuna.

O melhor da música e da dança dos anos 60 num espetáculo contagiante!
No repertório: Elvis Presley, Beatles, The Carpenters, Chubby Checker, The Mamas and the Papas, Grease, Jovem Guarda, Frank Sinatra, entre outros.

Participe, divulgue e concorra a convites para
"60, O MUSICAL - Um Presente ao Passado Brilhante"

18, 19 e 20 de SETEMBRO no TEATRO MUNICIPAL ARIANO SUASSUNA

sexta e sábado às 21h
domingo às 19h

Ingressos: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia)
Ficha técnica:
Texto: Bibiana Beurmann
Direção e Produção: Bernardo Dugin
Preparação Vocal: Lanúzia Pimentel
Coreografias: Geraldine Marqui
Figurinos: Carla Azevedo
Cabelos e Maquiagem: Neide Coiffeur
Sonoplastia: Juran Studio
Elenco: Anike Couto, Bernardo Dugin, Carmen Lúcia, Ivana Valle Machado, Lucas Braune, Lucas Veiga, Miguel Toscano, Núbia Gremion, Tamires Braga e Marqui Cia de Dança.
Agradecimentos aos apoios de: Duas Barras Indústria de Moto Peças, Conexão Academia, Neide Coiffeur, Juran Studio, Frimídia, Jornal A Voz da Serra, VibeNotícias e Prefeitura Municipal de Nova Friburgo.

Estreia no Teatro Municipal de Nova Friburgo, nos dias 18, 19 e 20 de setembro 60 O MUSICAL, de Bibiana Beurmann com direção e produção de Bernardo Dugin.
A peça resgata um programa de rádio dos anos brilhantes. Com duração de uma hora e dez minutos, a atração tem ligação e carta dos ouvintes, jingles e vinhetas de comerciais e, é claro, o melhor da música e da dança dos anos 60. Tudo ao vivo interpretado por 10 atores/cantores e pelas bailarinas da Marqui Cia de Dança. No repertório: Beatles, Elvis, The Carpenters, Chubby Checker, Jovem Guarda, Frank Sinatra, Frankie Valli, entre outros. Uma verdadeira viagem pelo tempo, repleta de alegria, surpresas e emoção.

A ideia de se fazer um musical dos anos 60 surgiu da vontade de falar de uma época marcante, mas de forma inovadora. Em 60 O MUSICALo vamos contar nenhuma história específica. Cada espectador terá uma experiência diferente dentro do teatro. Como? Pelas músicas. É o envolvimento do público com elas que nos interessa. Talvez, ao ouvir um sucesso da época, a pessoa lembre de quando namorava no banquinho da praça, dos bailes, ou apenas que gostava da música e cantava, mesmo sem saber falar inglês. Alguns vão se surpreender com canções que tocam até hoje, mas que são de 60. Para quem fez parte, ou não, dos anos brilhantes vale a pena assistir ao espetáculo e descobrir um pouco mais sobre uma década que encanta gerações” disse o diretor Bernardo Dugin.

O mais difícil foi juntar canto e dança sem perder qualidade vocal, fôlego e sincronia. Foram cinco meses de preparação até a estreia. Todos os sábados e domingos os atores tiveram aulas de canto e de dança, com Lanúzia Pimentel e Geraldine Marqui, respectivamente. Além da preparação corporal realizada na Conexão Academia, apoiadora do espetáculo.
Todo detalhe do musical foi pesquisado. Segundo a atriz Anike Couto, pesquisar é fundamental para a construção da personagem. “Um trabalho de estudo da época dá qualidade de presença para quem atua ao buscar elementos que ajudam na viagem ao passado”. Anike conta também que adotaram detalhes sutis da moda de 60, como as unhas das meninas arredondadas, para combinar com o formato e a cor do batom.

Os figurinos da design de moda Carla Azevedo, dão um toque especial à montagem. A opção por calçados brancos darão destaque ao twist dos atores e bailarinas; saias rodadas para mais leveza cênica; blusas em preto em branco, no primeiro ato, contrastando com a luz; vestidos de gala e paletós em tons pastéis para o fechamento em grande estilo. “Detalhes como cintura marcada, comprimento abaixo do joelho e estampas geométricas para as moças e looks com toque de alfaiataria para os rapazes fazem do figurino uma mistura de sensações dos anos 60 com uma releitura mais contemporânea” detacou a figurinista Carla Azevedo.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Amor e Amizade... (Can't We Be Friends?)

Dia 20 de julho foi dia do amigo. Isso me fez lembrar de algumas coisas sobre amizade. Os meus amigos principalmente. Mas me fez pensar em Amor e Amizade... Já estava com vontade de escrever sobre isso, esse post já estava em construção, mas estava meio empacado... Eu estava um dia refletindo sobre se apaixonar por uma amiga...

Não existe nada mais doloroso do que se apaixonar por uma amiga. Se tem medo de contar e perder a amizade. Mas com isso dói ter que ficar guardando o sentimento dentro do peito. E se ela falar que nada vai mudar, que ela só quer amizade, com certeza pra quem está amando nunca mais vai ser igual.

Cada momento perto da pessoa vai ser como um alcolatra perto de uma bebida... Tão próxima e tão distante... A diferença é que o alcolatra não deve beber. Já o apaixonado não consegue deixar de sentir, de certa forma não é culpa dele. Não é a conciencia dele...

O terrível é que talvez por ironia o amor só consegue ser apagado, quando se apaixona-se por outra pessoa. Pode levar tempo. E isso mata aos poucos...

Não é possível saber o que é pior se é ela termina e diz para ser apenas amigos, ou uma amiga que nunca dará uma chance para o amigo... (e vice-versa)

Separei uma música falando disso...

Can't We Be Friends?

I took each word she said as gospel truth the way a silly little child would.
I can't excuse it on the grounds of youth,
I was no babe in the wild, wild wood.
She didn't mean it,
I should have seen it,
but now it's too late.

I thought I'd found the girl of my dreams,
now it seems,
this is how the story ends:
She's gonna turn me down and say,
"Can't we be friends?"
I thought for once it couldn't go wrong,
not for long,
I can see the way this ends:
She's gonna turn me down and say,
"Can't we be friends?"
Why should I care though she gave me the air,
Why should I cry,
heave a sigh,
and wonder why,
and wonder why?
I thought I found the gal I could trust,
watta bust, this is how the story ends:
She's gonna turn me down and say,
"Can't we be just friends?"

segunda-feira, 13 de julho de 2009

'Se for um sonho por favor não me acorde...'


Eu não sei o que me deixava mais impressionado. Se era a grandiosidade do Estádio Mário Filho. Se era a oportunidade de ver o maior cantor do Brasil, meu maior ídolo, de perto. Ou se era a emoção que eu nunca havia, até então, sentido...

O Sábado começou as 7:15 da manhã quando meu celular tocou
Detalhes na gravação do vídeo clipe do Fantástico de domingo passado. Depois disso: Rodoviária, ônibus, e Rio de Janeiro. Cheguei almocei em uma padaria ali perto do Aterro, e voltei pro apartamento. Às 16:30 chequei no Maracanã, com meus pais e meu irmão. Levamos um bom tempo para achar nossa fila. Esperamos. Às 18:10 os portões foram abertos. Teve uma confusão. Gente furando fila. E mais pra frente o besta do 'segurança' abriu a grade e o pessoal que tava atrás da fila foi entrando. PQP.

Mas chegando lá me passou uma lembrança da última vez que eu fui pra um estádio com um ingresso na mão. O último jogo do Fluminense em Friburgo a polícia alegou lotação para deixar mais de 2000 pessoas para fora do estádio. Entre elas eu.

Mas agora eu já estava dentro do 'maior do mundo' esperando...

A ansiedade aumentava cada segundo

Ai estou eu na cadeira.

Da esquerda pra direita: Diego, Vanusa, Marcos, Tiago.

O Pré-Show


Eri Johnson deu uma esquentada na plateia pra que pudessem gravar o clipe que seria usado na abertura do especial com o Maracanã de 68 mil pessoas cantando Como É Grande O Meu Amor Po Você. Primeira vez ensaio, segunda vez gravação 1, terceira vez gravação 2. Foi lindo ouvir o maraca cantar. E eu gravei tudo. Foi então que no tempo entre essa gravação e o início do show, a platéia decidiu fazer a Hola! Depois da primeira tentativa o sincronismo entre cadeira azul (parte de baixo) e arquibancada (parte de cima) foi perfeito. E eu também gravei.

O Show
- Como é grande o meu amor por você (Todo Mundo)
Foi lindo ouvir a gente cantar. Acabou que junto com a gravação todo mundo cantou de novo. Acabou sendo um coro de quase 140.000 vozes.

- Introdução Instrumental
Foram tantas músicas no Pout-Porri Instrumental que tiveram 2 que eu não soube identificar

- Emoções
Foi ai que a ficha caiu. Ver o homem lá, eu comecei a chorar quando ia cantando...
Ai o vídeo!


- Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo
Estar no coro de 68 mil que toda vez que ele falava "Eu Te Amo!" gritava "EU TAMBÉM!!!" foi um dos momentos mais especiais.

- Além Do Horizonte
Lara lara lara lara lara... Foi incrível eu estava fazendo parte daquela segunda voz mágica do público que eu ouvia nos especiais de fim de ano!

- Amor Perfeito
Ao ouvir os primeiros acordes eu falei: É Amor Perfeito... Me lembrei de quando ele cantou com a Claudia Leite que ela de proposito mudou a letra para: Cada minuto é pouco tempo com você... Nada mais verdadeiro nessa hora.

- Detalhes
Eu vi ele se afastando pegando o violão... Ali a maior de todas as composições da Dupla Roberto & Erasmo, ia ser abençoada pelos aplausos do Maracanã... Que emoção poder ver assim ele tocando violão... 'Não adianta nem tentar... Me esquecer' Nem que eu pudesse...

- Outra vez
Meu choro número 2: Aconteceu de novo. Umas 4 notas isoladas no Piano e eu sabia o que estava por vir... "Você Foi..." Eu mesmo sabendo explodi, delirei com essas duas palavras... Eu sabia o que viria... E então chorei. Não me esparramei em lagrimas, mas elas desciam com certa naturalidade... 'Eu sempre digo que ninguém está sozinho. É verdade. Vamos terminar juntos essa canção'. E então no fim eu cantei com ele: "Só assim sinto você bem perto de mim... Outra Vez!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

Pout-Porri 'Recordações'
- Aquela Casa Simples
Sério mesmo acho que era um dos poucos que cantou junto com Roberto essa música... Ela não tem expressão de todas na história de RC. Não marcou época como as duas seguintes... Mas é a mais tocante de todas: 'E então eu compreendi, cada palavra sua naquela manhã do dia em que eu parti...'. Começou a chover. E na hora da música a chuva meio fininha até deixou a música mais bonita, por causa da melancolia da água e da letra.
- Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo
Meu pai (seu nome é Marcos) estava ali quase do meu lado, então não teve como eu não pensar nele... 'Esses seus cabelos brancos, bonitos.' A foi bom demais ter ele ali comigo...
- Lady Laura
Está ai a música que me guiou para virar fã de Roberto Carlos. Bernardo Dugin (lembra dele?) me perguntou na metade de 2007 se eu conhecia essa música. Eu disse que não. E realmente não conhecia. E então ele disse: 'Poxa mas como você é fã se nem conhece a música?' Isso ficou na minha cabeça e voltei pra casa decidido a descobrir sobre essa e todas as outras...
Em Lady Laura, ignorava o nome e pensava na minha mãe do meu lado, Vanusa.
- Nossa Senhora
Chorei. Pela terceira vez quando vi a cascata de Luz, igual a do show de 1994 (LUZ) nessa mesma música. Emoção demais pra ficar contida dentro do peito...

- Mulher Pequena: Minha mãe amou. É a música pra ela. É a que ela mais gosta. E eu também adoro a melodia.

- O Calhambeque (Road Hog)
Seguiu minha Favorita. Meu Deus. Antigamente eu assistia os especiais só esperando Roberto cantar O Calhambeque! E ele estava lá cantando para mim...

- Caminhoneiro
Essa não está nas listas, Globo não transmitiu... Foi ai que a chuva caiu feio. Foi difícil até prestar a atenção. Mas o público foi ao delírio em: 'Já rodei o meu pais inteiro como bom caminhoneiro peguei CHUVA e cerração...' Depois dessa 10 minutos de paralisação. Veio Eduardo Lages no microfone e falou: "Vamos Continuar?!" E todos nós: VAMOS!!!!

- Do Fundo Do Meu Coração
É minha música do momento. Estou ouvindo ela demais... Então cantei mesmo a plenos pulmões: 'Se você me perguntar se ainda é seu, todo o meu amor, eu sei que eu, certamente vou dizer que sim. Mas já depois de tanta solidão, Do Fundo Do Meu Coração... Não volte nunca mais pra mim!!!!!!!!!!

Pout-Porri: 'Sensuais'
- Proposta
Eu não consegui ouvir o que ele falou antes... Meu pai estava discutindo comigo por causa da chuva. Mas eu não liguei... Fiquei ouvindo cada momento dessa Proposta...
- Seu Corpo
... Me deliciei com a imaginação em Seu Corpo...
- Os Seus Botões
E cantei junto Os Seus Botões, no momento em que mais uma vez o povo via um momento semelhante ao do estádio: 'Chovia lá fora e a capa pendurada, assistia tudo não dizia nada... E aquela blusa que você usava, num canto qualquer, tranquila esperava...'
- Café Da Manhã
Mas ai veio a noite. E eu quase não pude aproveitar o 'Café Da Manhã'. Isso porque meus pais queria ir embora, com medo do tumulto, de não achar taxi... AFF... Eu viria a pé se preciso.
- Cavalgada
Ela mereceu lugar de destaque. Ficou fora do Pout-Porri, mas encantou no solo pesado, 1000 vezes melhor que a gravação original de 77 (mágicas de Eduardo Lages).

- Amigo -'Pára, pára! Como é que você começa essa música sem mim?'
-Eu ia te chamar depois da música...
Nessa hora eu estava quase no gramado. Lembrei de meus amigos... Mas 2 deles não saíram da cabeça... Tudo que Erasmo falou ficou grudado em mim... Não em palavras. Mas os sentimentos. O que cada palavra que ele disse significava... Foi tocante ver os dois homens de 68 anos chorando como este que escreve que é 50 anos mais novo.

- Sentado À Beira Do Caminho
Eles falaram das Erasmices antes de cantar a mais linda interpretação dessa prova da amizade pelo contexto: 1969 Erasmo por baixo, Roberto começa uma música que ele sabe que vai ser um super sucesso. Ele grava? Não ele chama o amigo de fé, irmão, camarada, mostra pra ele o que tinha começado e eles compõem a mais bela música do repertório de Erasmo. Aquela que parece dedicada ao sucesso...
E o público se sentiu representado mais do que nunca no momento: 'Vem a chuva molha o meu rosto, e então eu choro tanto... Minhas lagrimas e os pingos dessa chuva, se confundem com meu pranto...'

- Ternura
Foi muito bonito ver os dois cantando. Me lembrei do DVD duetos que mostra eles em 1991. Ano muito bom esse... E nós fizemos o coro 'Agora você vem dizendo adeus... Que foi que eu fiz pra que você me trate assim...?'

- Eu Sou Terrível
O Trio maior da Jovem Guarda brindou com o último rock de Roberto e Erasmo. Momentos Eletrizantes no maraca... O Mesmo que aparece no clipe de Eu Sou Terrível no filme Roberto Carlos em Ritmo De Aventura, quando Roberto voa de helicóptero pelo rio, e vê Pitágoras(?) e seu teorema no Maracanã(?).

Pout-Porri: Jovem Guarda
- É Proibido Fumar
A eletricidade de Eu Sou Terrível seguiu ainda em maior intensidade em É Proibido Fumar. 'Nunca respeitando o aviso que diz...'
- Namoradinha De Um Amigo Meu
Como eu queria ouvir essas músicas desde o início do show!!!! Rocks com histórias de amor!!!!!!!!!!
- Quando
Era a que eu mais esperava pra ouvir desse pout-porri. Acho que porque eu enjoei um pouco do órgão na gravação original. Foi 100000000000000000!!!!!!!!!!!!!!!!!! Roberto tem a voz muito mais bonita que a 42 anos atrás.
- E Por Isso Estou Aqui
Essa ele começou pelo meio da letra, e eu cantei errado (comecei pelo começo né?). Mas valeu. Eu amo essas músicas da Jovem Guarda.
- Jovens Tardes De Domingo
O Show para mim estava acabando. Não por estar piorando... Nunca jamais aconteceu. Mas eu tinha de ir. Ou não voltaria para casa. Tinha de pegar um táxi... Ouvi a música e sai do estádio. Sim eu tive de sair, mas ainda ouvi Como É Grande O Meu Amor Por Você até sair do estádio...
- Como É Grande O Meu Amor Por Você
"No início do show eu disse que diria o que sinto por vocês cantando" foi ouvindo isso que eu fui andando e cantando pelo Maracanã... Sai do estádio e continuei cantando... Foi difícil continuar escutando até o fim, mas eu soube quando ela tinha acabado.

- É Preciso Saber Viver
VIVA OS 30 MINUTOS DE DELEY!!!!! Cheguei no apartamento em que estava liguei a TV e assisti É Preciso Saber Viver na TV!!!! Foi lindo!!!!

- Jesus Cristo
Já no táxi eu tinha visto os fogos. Mas eles foram muito mais bonitos do que o que eu pude ver. Eu queria ter ficado lá, participando daquela apoteose na chuva. Mas na tv me caiu uma ficha... Vi personalidades na plateia... E então percebi que naquele espaço, naquele Maracanã todos eramos iguais. Não importava se era o ator da novela o prefeito, ou eu... Estávamos todos de alma lavada pela chuva e pelas canções. E mesmo não estando lá no fim, eu vi que a luz maior do rei consegue mostrar quem de verdade nós somos. Nós somos todos IGUAIS...

Roberto saiu de Calhambeque... e ali era o fim mesmo do show.

E eu nunca tinha chorado de felicidade...

Por favor, ainda não me acorde...

Obs.: OS ERROS DE PORTUGUÊS ESTÃO A SOLTA. Finja que não existem ;) Depois eu corrijo.

sábado, 18 de abril de 2009

My Way (Comme d'habitude)


"My Way (Claude François/Jacques Revaux/Paul Anka) é o título em inglês da canção francesa Comme d'habitude, que foi lançada pela primeira vez pelo autor, Claude François, em 1967, na França. Em 1968, Frank Sinatra lançou sua versão em língua inglesa, adaptada por Paul Anka e que virou um de seus maiores clássicos. É uma das músicas populares mais gravadas da história. A versão em inglês manteve somente a melodia, pois o texto é completamente diferente do da versão francesa original."



A primeira vez que eu ouvi My Way, foi na última gravação de Frank Sinatra, com Luciano Pavarotti, lançada no disco do show dos 80 anos de Sinatra em 1995. Foi mais pela curiosidade de ouvir duas super vozes cantando a mesma música, do que pela música mesmo... Mas acho que de início não me chamou atenção (assim como You Will Be My Music). Mas tenho sempre curiosidade de ler a letra em português, grandes músicas tem letras muito ruins ou muito boas, mas quase nunca da pra saber ouvindo pela primeira vez em inglês... E ao ler a tradução de My Way, percebi a grandiosidade da letra de Paul Anka (o mesmo que fez Diana, que Carlos Gonzaga gravou em português).

O que mais me chamou a atenção foi o final: "The record shows I took the blows, and did it my way..." Os registros mostram que eu recebi as desgraças e fiz do meu jeito... Uma letra que tem a cara de quem já viveu muito, e que está no fim (como ela mesma retrata no início 'The end is near'). Sinatra porém não estava no fim exatamente... Passou por diversas crises, mas morreu 30 anos depois de gravar essa música, que foi a última gravação a aparecer em um cd dele (exatamente a que eu ouvi pela primeira vez).

Dois anos depois em 1997, foi lançada uma compilação de nome My Way: The Best Of Frank Sinatra cuja capa abre esse post, e a parte de trás você pode ver a seguir:
Paul Anka fez My Way para Frank Sinatra. Isso você não vai encontrar na Wikipédia. Não a em português, mas na em inglês sim. Ele pensou em algo do tipo: Se Frank escreve-se essa canção, o que ele diria. Ele utilizou palavras que não eram próprias dele para que ficasse maneira como Sinatra falava. Estranho, porque já li que Sinatra gravou My Way por causa da melodia, não por causa da letra, que ele não gostou. A gravadora de Anka reclamou por ele não querer gravar a música e ele respondeu: "'Ei, eu posso escrever isto, mas eu não sou o cara para cantá-la'. Foi por Frank e ninguém mais.' Isso ficou claro em um dueto póstumo com Sinatra que você pode ver abaixo

Anka em algumas gravações (como essa ai de cima) mudou muito a ordem e as vezes até a letra das estrofes. Em um outro dueto, com Julio Iglesias, Anka transforma a parte que ele canta em inglês quase um 'Us Way' (Nosso Jeito), enquanto Julio cantava
A Mi Manera em uma versão um pouco diferente da 'oficial' em espanhol.

Sinatra também mudava bastante, mas em gravações Ao vivo foram alguns erros, e em estúdio adaptações de acordo com a sua maturidade. Uma delas fez a música ficar ainda mais bonita com o acréssimo de apenas uma palavra: all.
The record shows I took all the blow... Todas as desgraças... dava um tom ainda mais profundo a letra toda...

Elvis Presley também gravou (e mudou partes da letra ['To say the words' em vez de 'To say the things']) tanto ao vivo, quanto em estúdio. Esta última, demorou 24 anos para ser apresentada ao público. Existem as versões ao vivo do show do Hawaii que foi lançada no disco ao vivo em 1973 (Aloha from Hawaii) e outra lançada em 1977 em um compacto simples com America The Beautiful no "lado B", não se esquecendo da do disco Elvis in Concert, a última apresentação de Elvis em 1977.

Falei de versões em espanhol, e também existe em italiano, com o mesmo nome da em espanhol (A Mi Manera) e cantando o final em inglês... Em português não existe versão... Estou até tentando fazer uma...

Sinatra em 20/12/1994 no Japão cantou My Way, em uma das ultimas apresentações ao vivo da música... Mas o vídeo foi retirado... Caso alguém o coloque, ele vai aparecer por aqui ;). Por isso fique atento, esse texto pode aumentar a qualquer momento.

A seguir a letra (original) de My Way

And now, the end is near;
And so I face the final curtain.
My friend, Ill say it clear,
Ill state my case, of which Im certain.

Ive lived a life thats full.
Ive traveled each and evry highway;
And more, much more than this,
I did it my way.

Regrets, Ive had a few;
But then again, too few to mention.
I did what I had to do
And saw it through without exemption.

I planned each charted course;
Each careful step along the byway,
But more, much more than this,
I did it my way.

Yes, there were times, Im sure you knew
When I bit off more than I could chew.
But through it all, when there was doubt,
I ate it up and spit it out.
I faced it all and I stood tall;
And did it my way.

Ive loved, Ive laughed and cried.
Ive had my fill; my share of losing.
And now, as tears subside,
I find it all so amusing.

To think I did all that;
And may I say - not in a shy way,
No, oh no not me,
I did it my way.

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught.
To say the things he truly feels;
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows -
And did it my way!